Biografia

No início de 2007 surge o projectoO meu Everest” com José Correia e Nuno Silva, que decidem agregar ideias musicais com o objectivo de experimentar e descobrir novas sonoridades, recorrendo à electrónica e a instrumentos étnicos, acompanhados pela recitação de textos declamados e concebidos por José Correia. Assim surgem as primeiras composições e registos de natureza experimental.Em 2008 junta-se Alexandre Santos que assume o papel da produção, assim como o de músico tocando baixo eléctrico. Com os recursos do estúdio SPOT, onde passa a residir o projecto, dão continuidade à composição de novos temas com a preocupação de criar uma linguagem musical organizada, mantendo o carácter experimental, acústico e poético que define a sonoridade.
Nos finais de 2008, após terminado o trabalho de composição dos temas que definiram a sonoridade inicial do projecto, este passa a denominar-se “Elementos”. Luiza Bragança é convidada a integrar o grupo encarregando-se dos sintetizadores/piano, trazendo à música de Elementos mais profundidade e uma sonoridade mais erudita. No início de 2009 Ricardo Noronha integra a formação e assume a percussão conferindo ao projecto a complexidade rítmica que passa a sustentar a sua música. Ligeiramente mais tarde, com experiência na área da representação, Tânia Seixas assume a declamação dos textos.
Com a integração de novos elementos o projecto adquire maturidade suficiente para se lançar nas primeiras actuações ao vivo, das quais se destacam o concerto na Casa Museu Guerra Junqueiro em 2009 e o concerto na sala Suggia da Casa da Música em 2010.

Em 2011 Sérgio Henrique substitui Ricardo Noronha na percussão, conferindo uma vertente mais étnica à sonoridade do projecto. Com esta nova formação surge novo repertório e, fruto da evolução musical do projecto, é abandonada a vertente poética que até à altura definia o seu som para dar lugar ao canto. Em 2012, Eloísa d’Ascenção integra o projecto assumindo a voz cantada substituindo Tânia Seixas, definindo assim aquela que é a sonoridade actual do projecto. Se foi com o nome “Elementos” que se apresentou, num golpe de ousadia criativa afirma-se neste mesmo ano como “Addūcantur”.Com a actual formação apresentam-se  durante 2012 em diferentes eventos e espaços culturais de onde se destacam actuações no Hard Club do Porto, no Festival do Caldo de Quintandona em Lagares e no Festival de Músicas do Mundo Etnias/Ollin Kan no Contagiarte, no Porto.

Em 2013 lançam o seu primeiro E.P. intitulado “Semente”. Apostando numa sonoridade original, os quatro temas que constituem este registo mostram como as diferentes influências de cada um dos elementos de Addūcantur se conjugam para criar algo novo.

Em 2016 editam o seu primeiro álbum “Mosaico”, contendo 8 faixas que mostram o variado leque de influências musicais e abordagens instrumentais que salientam a originalidade deste projeto.

Com uma estética próxima do que actualmente se classifica como música do mundo, a música dos Addūcantur parte da escolha estruturada de timbres através do uso de instrumentos tradicionais de culturas distantes, da harmonia contemporânea dos instrumentos usados actualmente e da expressividade e criatividade de cada um dos músicos. Resulta assim numa sugestiva fusão entre a música erudita contemporânea ocidental e a música tradicional de culturas de origem mediterrânica, temperada por uma mensagem profundamente portuguesa que a unifica.

É com enorme prazer que os Addūcantur vos convidam… a viajar!